PROFESSOR
ESSIO

- Partido Democrático Trabalhista - NÓS TEMOS HISTÓRIA

Primeiro de Maio não é também dia do professor?

 

Professores da rede estadual paulista estão paralisados desde o dia 22 do mês passado. Aqui em Mairiporã muitos aderiram a greve. Perguntei pra um deles. Afinal, você não tem medo de ser demitido? A resposta foi automática: Não, até porque a diferença de salário não é tão grande!

Pela enésima vez os professores paulistas estão paralisados reivindicando reajuste salarial. De imediato reivindicam 13,5%, sendo 6% já assegurados por lei, mais 2% acrescidos pelo governo que somam os 8% propostos, além de 5% referentes à parcela do reajuste de 10% que não teria sido paga em 2012; implementação da jornada do piso com pelo menos 33% do tempo dedicado à preparação de aulas e formação e a extensão dos direitos do professor da categoria “F” para o da categoria “O”, que são profissionais contratados temporariamente e não podem utilizar se quer os serviços do Hospital do Servidor Público.

Por coincidência ou não, pela enésima vez as autoridades governamentais acusam a paralisação como ‘política’ e partidária.

Brincadeiras a parte, na verdade os salários dos professores paulistas estão ruins, abaixo aos de Rondônia, Amazonas, Distrito Federal, por exemplo.

Uma categoria profissional cada vez mais desvalorizada pelo governo do estado mais rico do país que, por sua vez, conta com o apoio da mídia que, invariavelmente, a culpa por todas as mazelas educacionais.

Nas reivindicações há uma contribuição para melhorar o desempenho da rede estadual, além do reajuste salarial, pede-se que o governo cumpra com a lei do piso implementando a jornada de trabalho nela estabelecida que certamente possibilita melhores condições de trabalho aos mestres e, evidentemente, impactam no aprendizado dos alunos.

Hoje, faltam professores na maioria das escolas estaduais, pois paga-se muito mal e não há qualquer benefício para aqueles que iniciam a carreira no magistério. As condições de trabalho são no mínimo inadequadas com classes superlotadas e a violência no interior das escolas aumentando a cada dia. Basta ver os noticiários. A precarização da carreira leva esse profissional com curso superior buscar alternativas no mercado de trabalho muito mais atraentes.

Nesse 1º de Maio, dia do trabalhador, por ser justo, o governo poderia atender as reivindicações dos professores paulistas já que há uma perda salarial para a inflação de mais de 37% se contarmos os últimos 15 anos.

Apesar de aparentes brincadeiras a situação é séria merecendo ser tratada com atenção especial pelo governo do Estado de São Paulo neste dia do trabalhador!

 

PROFESSOR ESSIO MINOZZI JUNIOR
Pós-graduado em Gestão Educacional - UNICAMP
Pós Graduado em Gestão Publica – FUNDAP

 

Autor: Professor Essio Minozzi Junior

Professor Essio Minozzi Junior

PROFESSOR ESSIO
Vereador - PDT

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